Casas, esculturas

Casas, esculturas

Localizado em uma das áreas de maior atividade comercial de Goiânia, o Setor Marechal Rondon integra uma das primeiras áreas a serem povoadas na Capital. Surgiu no início da década de 1950 como um loteamento chamado de Vila Santa Lúcia, carente de infra estruturara básica. Hoje, mais de 60 anos depois, é considerado um bairro próspero e bem localizado. Apesar de apresentar várias casas de arquitetura ostensiva, ainda podemos encontrar construções simples e preservadas, que remetem às primeiras décadas de Goiânia. O Bairro também está em contato direto com o córrego Capim Puba, que surpreendentemente, como pudemos comprovar durante a reportagem, ainda abriga peixes.

Integra uma região da cidade conhecida popularmente como FAMA, que abarca o Setor Centro-Oeste (antiga Vila Operária) e algumas vilas localizadas acima da Avenida Bernardo Sayão (Vila Paraíso, Vila São Francisco). Ao contrário do que eu pensava quando criança, o apelido atribuído à região não é uma referência à sucesso e celebridades, mas sim uma sigla. F.A.M.A. significa Fraternidade de Auxílio ao Menor Abandonado, e é uma instituição fundada em 1949 e ligada à Maçonaria, bastante presente na região. A Avenida Marechal Rondon, que corta boa parte de Goiânia, é uma das principais vias de acesso à região norte da cidade.

 

Início

Segundo moradores que permanecem no setor desde o início, a valorização do metro quadrado do Marechal Rondon se deu à medida do desenvolvimento da Avenida Bernardo Sayão. Os habitantes pioneiros tinham dificuldade até pra comprar mantimentos do dia-a-dia, e lembram-se até hoje da abertura da primeira venda do bairro, em 1969, que mais tarde daria origem à rede de supermercados Marcos, que espalhou-se por Goiânia, tornando-se uma das maiores da cidade, até entrar em crise no final dos anos 2000. Hoje, a rede extinguiu-se completamente. A qualidade de vida também era prejudicada por falta de asfalto, água tratada, rede de esgoto e transporte público.

Através do site Goiás de Norte à Sul, que conta a história de alguns bairros de Goiânia, podemos comprovar que o início do Setor Marechal Rondou exigiu dos moradores persistência e união. Maria Aparecida de Jesus, que vive no bairro há mais de 40 anos, conta que no início era difícil até mesmo ficar elegante, pois o salto alto e a terra competiam entre si. Maria das Dores Pereira relata que no início, o Setor parecia-se bastante com a Zona Rural, e narra que para ela, era emblemático observar as luzes do Centro da nova capital durante a noite. “Era emocionante até. Ser pobre e ter esse privilégio”, afirma.

 

Peixes

O Córrego Capim Puba, uma das veias hidrográficas mais poluídas da capital, corta o bairro em uma de suas extremidades, separando-o do Setor Norte Ferroviário, também consolidado durante a os anos 1950. Durante minha visita ao bairro, descobri por acaso uma passarela para pedestres sobre o leito do córrego. O mais surpreendente foi constatar que, ao olhar para baixo enquanto atravessava a pequena ponte, pude notar um número expressivo de peixes de tamanho médio a viver nas águas turvas do córrego. Um moto taxista que passava pelo local no momento em que eu fotografava também parou para comentar da surpresa que teve quando passou ali pela primeira vez. “Também não acreditei quando vi”.

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