Hora certa para comprar e alugar

Hora certa para comprar e alugar

Com oferta e demanda discretas em 2016, o mercado imobiliário do Distrito Federal contabiliza os efeitos da crise financeira nacional. Especialistas, contudo, são unânimes em dizer que essa é a hora certa de fechar bons negócios, seja comprando seja alugando um imóvel. O Plano Piloto, Noroeste e Águas Claras continuam figurando entre as melhores regiões para se adquirir um bem, principalmente quando se fala em uma valorização futura. Isso, em função da estabilidade no preço, comparado a um ano e meio, dois anos atrás.

Com o aumento exponencial de distratos, isto é, pedidos de devolução dos imóveis comprados na planta, muitas unidades voltam ao poder das construtoras, que, por vezes, chegam a ofertá-las, novamente a montantes inferiores aos anunciados na época de lançamento dos empreendimentos. No caso da locação, embora o setor avalie uma retomada de equilíbrio nos preços ao longo do mês de janeiro, o que se viu em dezembro de 2015 foram valores sem reajustes e até menores comparados a períodos de prosperidade desse segmento.

Além de pontos no centro de Brasília, há opções de ótimos investimentos em regiões administrativas como Samambaia, Gama, Ceilândia e Taguatinga, como explica o diretor comercial da Via Engenharia, Tarcísio Leite. “Os lugares com mais oferta são os que têm boas oportunidades. São áreas com estrutura urbana consolidada e preço atrativo. É importante alertar que acreditamos que essa fase vai passar. Existe uma tendência de que os valores estejam se estabilizando”, prevê. “Sem novos lançamentos, há duas possibilidades: ou o preço estabiliza, ou começa subir. E existe uma procura grande por imóveis prontos para morar. São os que têm mais atratividade em função do preço final definido. Ou seja, eles não ficam sujeito à oscilação da inflação”, explica Tarcísio Leite.

A opção de morar no Gama aconteceu para o policial militar Pedro de Carvalho como uma possibilidade de comprar um bem próximo da região onde ele trabalha (Santa Maria).  Há pouco mais de um mês, ele fechou negócio. Conseguiu comprar um apartamento em um condomínio fechado, com área de lazer, por cerca de 190 mil reais – mesmo preço ofertado há um ano e meio, quando ele iniciou a pesquisa. “Vou me mudar em abril. O apartamento tem dois quartos, sendo um com suíte. É excelente. Olhei em outras regiões e decidi pela facilidade e comodidade em não gastar muito tempo no trânsito”, esclarece. Pedro conseguiu financiar 90% do imóvel.

Segundo alguns especialistas, os descontos chegam à casa de 20%. Em Águas Claras, um empreendimento lançado inicialmente ao valor de 5,6 mil reais o m², agora, é vendido a 5,1 mil reais, com a promoção da construtora para atrair mais clientes. A situação não é diferente quando se fala em imóveis prontos. O corretor e dono da imobiliária Hugo Noli Empreendimentos, Gutenberg Albuquerque, conta ter vendido, recentemente, um imóvel por 1,1 milhão de reais, quando o valor de mercado dele era de 1,4 milhão. “Eu mesmo comprei uma quitinete, para investimento pessoal, por 170 mil reais, quando o valor dela era de 225 mil. No caso do aluguel, a mesma coisa. Praticávamos 1,2 mil reais em algumas quitinetes do Plano Piloto e, hoje, muitas estão na faixa dos 950 reais. Também me autorizaram a alugar um imóvel de 3,5 mil por 2,8 mil reais”, exemplifica.

 

Fonte: Obra24horas
 

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