Preço do aluguel no Brasil cai 3,66% nos últimos 12 meses

Preço do aluguel no Brasil cai 3,66% nos últimos 12 meses

O preço médio anunciado para aluguéis de apartamentos em nove cidades do Brasil caiu 3,66% nos últimos 12 meses terminados em janeiro, enquanto a inflação calculada pelo IPCA aumentou 10,71% no período, segundo o Índice FipeZap.

De acordo com o FipeZap, o preço médio de locação mensal anunciado em 11 cidades em janeiro foi de 30,97 reais por metro quadrado. O valor é equivalente a um aluguel de 1.858,20 reais para um imóvel de 60 metros quadrados.

O índice considera apenas os preços médios anunciados em novos contratos de aluguéis das seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Santos, Porto Alegre, Campinas, Salvador, São Bernardo do Campo, Recife, Belo Horizonte e Curitiba.

O indicador não mede as variações de custos dos contratos em vigor, que geralmente são reajustados pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

O valor médio anunciado para o aluguel das unidades registrou queda de 0,16% em janeiro comparado ao mês anterior, enquanto o IPCA subiu 1,27%. 

São Paulo e Belo Horizonte registraram as maiores quedas de preços médios anunciados para locação no mês, enquanto Campinas e São Bernardo do Campo tiveram as maiores elevações.

Veja na tabela a seguir a variação dos preços dos aluguéis em janeiro, dezembro e nos últimos 12 meses. A lista foi ordenada de forma decrescente, pela variação em janeiro.
 

IPCA

1,27%

0,96%

10,71%

IGP-M

1,14%

0,49%

10,95%

Campinas

1,06%

0,85%

3,92%

São Bernardo do Campo

0,81%

0,36%

3,39%

Curitiba

0,46%

2,13%

4,16%

Salvador

0,43%

0,47%

0,08%

Porto Alegre

0,16%

0,25%

1,91%

Recife

0,14%

N/D

N/D

Brasília

-0,05%

1,21%

0,06%

Média (11 cidades)

-0,16%

-0,04%

-3,66%

Rio de Janeiro

-0,21%

-0,46%

-8,56%

Santos

-0,27%

-0,53%

-1,42%

Belo Horizonte

-0,37%

N/D

N/D

São Paulo

-0,50%

-0,49%

-4,50%


Agora veja o preço médio do aluguel por metro quadrado em cada uma das onze cidades monitoradas pelo FipeZap:

CIDADE

PREÇO MÉDIO (M²)

Rio de Janeiro

R$ 37,45

São Paulo

R$ 35,46

Brasília

R$ 32,70

Média (11 cidades)

R$ 30,97

Santos

R$ 27,19

Recife

R$ 26,02

Porto Alegre

R$ 22,52

Campinas

R$ 22,19

Salvador

R$ 21,17

Belo Horizonte

R$ 20,51

São Bernardo do Campo

R$ 18,80

Curitiba

R$ 16,56


Rentabilidade

Em janeiro, o retorno médio obtido por proprietários de imóveis com aluguéis nas onze cidades incluídas no Índice FipeZap de Locação foi de 4,60% ao ano.

A taxa, que calcula os rendimentos com a locação do imóvel em relação ao preço de venda da unidade, serve como parâmetro para verificar a rentabilidade do investimento em imóveis.

No entanto, a renda obtida com aluguéis é apenas uma parte desse investimento, que também inclui a valorização do preço de venda da unidade.

Por conta disso, a rentabilidade dos aluguéis deve ser comparada com o retorno real (acima da inflação) proporcionado por outras aplicações financeiras de renda fixa, como apoupança. 

Veja na tabela a seguir o retorno médio dos aluguéis em janeiro, o retorno real da poupança e a taxa de juros real. A lista foi ordenada do maior para o menor retorno: 

 

Taxa de juros real*

8,30%

Santos

6,40%

Salvador

5,30%

Recife

5,10%

Campinas

4,90%

São Paulo

4,80%

Porto Alegre

4,80%

São Bernardo do Campo

4,60%

Média (11 cidades)

4,60%

Brasília

4,30%

Rio de Janeiro

4,00%

Belo Horizonte

4,00%

Curitiba

3,70%

Poupança (rendimento real)*

-2,60%

 


*Para mostrar o retorno dos investimentos acima da inflação, foi usada como referência a taxa de swap Pré x DI (BM&F) de 360 dias descontada da expectativa de inflação para os próximos 12 meses (Banco Central).

Os contratos de swap preveem a troca de rentabilidades de diferentes índices. A taxa de swap foi usada pois esse tipo de contrato reflete as expectativas de juros reais para os próximos 12 meses, em vez de mostrar os juros reais passados. Assim, a comparação fica mais compatível com os retornos dos aluguéis, que por serem baseados nos dados de venda e locação de março indicam o rendimento que está por vir, e não o retorno passado. 

Fonte: obra24horas

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