Sem MCMV 3, economia perde R$ 158,8 bilhões de investimentos e 2,8 milhões de empregos, mostra FGV

Sem MCMV 3, economia perde R$ 158,8 bilhões de investimentos e 2,8 milhões de empregos, mostra FGV

Estudo mostra que 40% dos subsídios do programa habitacional retornam aos cofres públicos na forma de impostos

 

Um eventual encerramento do Minha Casa Minha Vida (MCMV) traria consequências danosas tanto para as empresas do setor da construção quanto para a economia brasileira. Essa é a conclusão de um estudo encomendado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) para a Fundação Getulio Vargas durante o 88º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em Foz do Iguaçu.

 

A terceira etapa do programa, anunciada oficialmente pelo governo de Dilma Rousseff no fim de março, tem a meta de contratar 2 milhões de unidades até 2018, o que equivale a investimentos de R$ 158,8 bilhões. De acordo com o estudo da FGV, esses investimentos têm potencial para gerar um valor agregado (efeito direto sobre as empresas e efeitos indiretos sobre o restante da cadeia produtiva) de R$ 145,7 bilhões ao longo do período de obras. Sem o programa, a criação dessa riqueza seria suprimida. O levantamento também mostra que deixariam de ser criados 2,8 milhões de empregos e arrecadados R$ 37,4 bilhões de impostos diretos e indiretos.

 

"Sem o MCMV 3 vai haver um buraco na economia brasileira", afirmou Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção na FGV. "Estamos passando por um momento de grande crise na economia e no próprio setor de construção. Isso dá uma importância maior ainda às obras do MCMV", complementou.

 

O estudo constatou também que os subsídios desembolsados pelo Orçamento Geral da União entre 2009 e 2015 totalizaram R$ 79,6 bilhões, o que poderia ser um entrave para a manutenção dos projetos diante do cenário de ajuste fiscal. Por outro lado, o montante arrecadado no mesmo período pelo Governo Federal na forma de impostos diretos somou R$ 34,6 bilhões. Isso significa que 40% dos recursos aportados na forma de subsídios retornaram aos cofres públicos na forma de impostos. "Isso da uma boa noção sobre a sustentabilidade do programa. O resultado final é parcialmente compensado pelo subsídio", afirmou Ana Maria.

 

Fonte: PiniWeb

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