março 07 2019 0Comment

História da Estaca Mega

Como os problemas de fundações são antigos, os romanos já se utilizavam de reforço de fundações.
Os primeiros exemplos de utilização mais intensa datam do século XIII e se referem principalmente, à recuperação de catedrais (ALBIERO, 1996). Há uma extensa lista de utilização de reforço de fundações, sendo que, somente a partir dos séculos XVII a XVIII começaram a serem empregados princípios científicos.

Nenhum progresso foi constatado até 1900 quando se inicia a construção do metrô de Nova York. No Brasil, o primeiro registro que se tem da utilização de estacas prensadas foi em 13 de novembro de 1935 através da empresa do engenheiro Edgard Frankinoul, por tubos de aço recuperáveis. Continuando suas atividades no Brasil, esta empresa denominou as estacas utilizadas de “Estacas Mega”, e as instalou (como reforço de fundações) utilizando como reação a estrutura já existente de um prédio da Cia Antártica do Rio de Janeiro. Foram executadas 62 estacas com diâmetro de 27,5 cm e o trabalho teve início em 27/12/1937 e término em 30/05/1938 (JUNQUEIRA, 1995).

Segundo Junqueira (1995), em 30 de abril de 1939, iniciou-se outra execução deste tipo de estaca, agora como fundação normal, usando como reação a estrutura do prédio, ainda em construção, das indústrias Matarazzo em São Paulo. Foram instaladas 255 unidades de Estacas “Mega” com diâmetro de 30 cm, e sua execução foi concluída em 14/07/1939. 29 Ainda de acordo com Junqueira (1995), a terceira obra com fundações em Estacas Prensadas no Brasil foi realizada com reação em cargueira, no Rio de Janeiro.

Foram instaladas 198 unidades com diâmetro de 27,5 cm com início em 08/01/1941 e término em 10/07/1941. Embora seja um assunto de grande importância na técnica de fundações, o número de publicações que tratam do assunto é bastante reduzido, já que os engenheiros e proprietários, não estão, em geral, interessados em que se divulguem problemas em suas obras.

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